Prótese de silicone: saiba os principais mitos e verdades!

protese de silicone

A prótese de silicone causa câncer de mama? Depois de coloca-la você não poderá mais amamentar? É preciso trocar a prótese depois de alguns anos? Todas essas são dúvidas bastante comuns e que causam muita confusão nos pacientes. Por isso, hoje, nós separamos os principais mitos e verdades sobre as próteses de silicone.

A prótese de silicone pode causar câncer de mama?

Não! Esse é um dos maiores mitos envolvendo o tema e que já foi esclarecido através de um grande estudo realizado nos Estados Unidos e no Canadá que envolveu mais de 11 mil pacientes com próteses de silicone nos seios.

A pesquisa constatou que não existe nenhuma relação entre o câncer de mama e o uso das próteses de silicone.

A prótese de silicone impede a amamentação?

Não! A prótese é colocada abaixo da glândula mamária ou abaixo do músculo, não interferindo em nenhuma glândula relacionada à amamentação.

Após a gravidez a mama com prótese poderá se alterar?

Depende. A mama com prótese irá se comportar igual a uma sem prótese, desse modo ela também irá aumentar durante a gravidez e a amamentação e diminuir de tamanho após o final desse período.

Assim como qualquer procedimento que envolva uma estirada do seio, esse pode ficar mais propenso a problemas relacionados à queda após a amamentação. A solução, nesse caso, pode ser aumentar o tamanho da prótese de silicone para distender o excesso de pele ou retirar a pele extra.

Sendo essa uma solução cirúrgica indicada para as mulheres que possuem ou não a prótese.

A prótese de silicone pode estourar?

Apenas com traumas muito grandes, como acidentes automobilísticos e outros que cheguem a colocar a vida da pessoa em risco. Isso acontece porque o silicone utilizado possui características que o tornam capaz de se deformar e absorver o impacto – ao invés de se romper.

É preciso trocar as próteses depois de um tempo?

Sim. Embora as próteses atuais sejam projetadas para durarem mais de 30 anos, é recomendável trocá-las a cada dez anos, pois, com o tempo, a prótese tende a se tornar mais frágil.

Em geral, a cirurgia para a troca da prótese é bem mais rápida e simples do que a colocação, podendo-se aproveitar a mesma incisão, evitando novas cicatrizes.

Após a colocação das próteses de silicone eu posso ter alteração na sensibilidade das mamas?

Em geral, a alteração da sensibilidade costuma ser transitória, já que durante a cirurgia é confeccionado um espaço para a colocação da prótese e, com isso, podem ser danificados alguns nervos pequenos.

Quanto maior a prótese de silicone, maior costuma ser a alteração na sensibilidade, já que o espaço que terá de ser confeccionado será maior, provocando uma lesão mais extensa aos nervos.

Meu corpo pode rejeitar a prótese de silicone?

Não existe rejeição da prótese, já que o termo médico “rejeição” está ligado a uma formação de anticorpos como resposta a um tecido não próprio do corpo (como nos casos de transplantes de órgãos). Como o silicone não leva à formação de anticorpos, não existe o processo de rejeição.

O que pode acontecer é a contratura capsular – que popularmente é chamada de “rejeição”. Nesse caso, o organismo produz uma cicatriz chamada de cápsula ao redor da prótese, para isolá-la.

Existem 4 graus possíveis de contratura, sendo que o grau 4 acontece de 3 a 5% dos casos, deixando a mama dolorida e deformada. O tratamento consiste na troca do implante e na colocação deste abaixo do músculo.

Mas, é importante salientar, que a contratura é rara de acontecer e em geral aparece quando há alguma complicação após a cirurgia, como infecção, seroma, hematoma ou em próteses muito antigas e que não foram trocadas na época adequada.

E, então, já sabe todos os mitos sobre prótese de silicone? Se você gostou desse conteúdo, compartilhe-o em suas redes sociais.

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